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Que...

  

Poema dedicado ao nosso afilhado João Pedro

 

Que o Ano que está para nascer, traga-nos a Felicidade...

Que a vida se renove a cada dia com as oportunidades a nós dadas...

Que os dias que teremos que enfrentar, tragam-nos prazer e alegria...

Que a cada chamada para os nossos desafios — tenhamos glória!

 

Que a cada dia, reguemos as sementes em nosso jardim...

Que a cada reflexão, nossas emoções nos encham de esperança...

Que a cada esperança, tenhamos certeza de construir um mundo melhor...

Que a cada dia, possamos amar e viver em união com os nossos irmãos...

 

Que cada dia nos traga a compreensão dos nossos erros...

Que cada pensamento que se manifestar em nós... Que seja de Paz...

Que a cada sonho, tenhamos vontade de transformá-lo em realidade...

 

Que a cada lágrima derramada sobre a terra — seja de euforia...

Que a cada gota de orvalho, resplandeça a Paixão de Nosso Senhor...

Que a cada dia, não nos esqueçamos de agradecer ao Pai todas as coisas!

 

Que a cada dia..., a cada dia..., a cada dia...

 

Paulo Costa (Pacco)



pacco *11h20




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À Santa Cecília 

 

Comprei u'a casinha,

 No alto da serra...

E fiz u'a igrejinha,

  Todinha de pedra

De pedra-sabão!

Fiz em devoção

À Santa Cecília,

Qu'envolve minh'alma,

 Co'a luz que me acalma...

Nu'a eterna vigília!

 

E fiz u'a pracinha,

Toda arborizada,

Onde a passarada,

  Canta na igrejinha

Bem de manhãzinha!

São aves tão belas,

Saudando a donzela,

Na fonte das águas,

Em águas tão alvas,

 Na bela capela!

 

Com muita cautela,

Fiz uma grutinha,

Dentro da igrejinha,

  Defronte à janela

Sua imagem nu'a tela...

Pois, quando o sol nasce,

Reflete em sua face,

U'a luz tão brilhante,

Qu'é mui semelhante,

À estrela mais bela!

 

No altar da igrejinha,

Tem rosas, tem flores,

Onde os beija-flores

Adornam a santinha,

Em sua caldeirinha.

 Oh! Santa Cecília!...

Que doce alegria

Transborda em meu peito,

Assim por ter feito

Sua linda grutinha!

 

Paulo Costa (Pacco)



pacco *13h34




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Não sou doutor, nem escritor...

Sou apenas um trovador,

Escrevendo versos d'amor...

Pra amenizar a minha dor!

****

Não pretendo ser poeta,

Muito menos ser doutor;

Nem tampouco ser profeta,

Já nasci compositor!

 ****

Poeta que faz a trova,

É chamado  trovador!...

Violeiro que rima a prosa,

Com certeza, é cantador!

 

Paulo Costa

____________________________________________

© Todos os Direitos Reservados.

________________________________________

Nada se cria, nada se perde,

tudo se transforma.

(Antoine Lavoisier)

_______________________________________________  

Todo este universo, tanto em suas partes,

como em sua totalidade, é uma emanação minha,

e Eu o penetro em minha forma invisível,

Eu que sou o imanifesto.

Todas as coisas de Mim provêm, mas Eu não tenho origem nelas:

em Mim estão todas as coisas, mas Eu  em minha Divindade

não estou compreendido nelas.

Não pense que todas as coisas sejam Eu mesmo.

Eu sou o sustentador de tudo, penetro tudo,

mas não sou limitado nem encerrado nisso.

 

(Bhagavad Gitâ)



pacco *12h58




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Quiálteras de quintinas

 

Lá no alto da montanha,

  Onde canta o sabiá...

Passarinhos em arvoredos

 Vão voando sem cessar.

 

Quiálteras de quintinas

  Ressoando pelo ar...

No som da minha viola

 Vão cantando sem parar.

 

Paulo Costa (Pacco)



pacco *12h21




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Formig'amiga

 

Longe de casa e desesperada, 

A formiguinha ajudava su’amiga desvanecida.

Lutava com todo o seu amor e dor para salvá-la...

Angustiada e consternada, a formiguinha

Suplicava ajuda a su’amiga desprovida...

 

Rondava p’ra lá e p’ra cá,

P’ra cá e p’ra lá sem parar...

 

A formiguinha circulava ao redor,

Com dó de su’amiga, que estava

Imobilizada e atordoada pela dor.

 

No leito dessa infinita e sombria tristeza...

A formiguinha clamava e chorava sem cessar.

Já não havia mais força para levar su’amiga...

Sua dor era tamanha que não sabia se subia,

Se descia; se descia ou se subia a ladeira d’agonia.

 

Rondava p’ra lá e p’ra cá,

P’ra cá e p’ra lá sem parar...

 

Cai uma folha do céu!

 

"Ó abençoada folha que cai...

Ó dor amargurada que não sai...

Ó folha bendita que nos traz tanta alegria...

Ó folha bondosa que o destino guia...".

 

A folha as levava cuidadosamente, no meio do pântano...

A formiguinha sofria mais que a dor de su’amiga, no entanto,

Acariciava-a com tanta simpatia, com tanta euforia...

Que su’amiga lhe sorria, e sumia a dor dess’agonia.

 

Chegando ao formigueiro, foi ligeiramente socorrida...

A formig’amiga corria e agradecia à folha que caíra... 

Muito agradecida, venerava a bondosa que as salvara

No meio da mata  do tormento que afligia su’amiga.

 

O vento soprara a folhagem que voou serena...,

Na essência dessa natureza, oh!... formosa açucena...

A semente gerou a árvore, d’onde brotou a flor...,

A flor que estancara a dor do seu amor.

 

Paulo Costa (Pacco)



pacco *12h08




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Dona Baratinha 

 

Narrador

Era uma vez uma Baratinha...

Que morava numa quartinha...

Sua vontade era tocar piano!...

Desde criança, sonhava em ser artista,

Mesmo que um dia, fosse uma flautista...

Iria tocar e se alegrar com uma flauta soprano.

 

Baratinha

"O que devo fazer para aprender a tocar um instrumento?...

Se soubesse que tenho dom... Iria aliviar esse sofrimento...

Vou arregaçar as mangas e vou à luta!...

Nada me impedirá de ser artista; quero cantar e ser feliz!"

  

Narrador 

Ao passar em frente a uma escola de música...

Dona Baratinha encantou-se com o som da mágica

Valsa, que soava pelos corredores, em sua direção;

E resolveu entrar, para espantar aquela tristeza,

Que a atormentava tanto, por ter tanta incerteza,

Se podia aprender a tocar para alegrar sua emoção.

  

Logo ao entrar na escola, foi depressa ao corredor!...

Embevecida pela música... deu de cara com o Diretor...

E perguntou-lhe se poderia ter umas aulas de piano.

Queria matricular-se, mas o Diretor foi tão arrogante!...

E disse-lhe:

  

Diretor 

 "Calma, dona Baratinha, não fique fumegante...!

Não é bem assim! Música não é p’ra qualquer serrano!

 

A meu ver, tu não tens noções básicas de música,

E já queres tocar piano?... Nem entendes de acústica!...

E tem mais... Para fazer música, terás que ter talento!"

  

Narrador 

Toda aquela alegria, transformou-se em desventura...!

E a Baratinha saiu desolada, com as mãos na cintura...

E pensou:

  

Baratinha 

 "E agora?... Nem ao menos tenho instrumento!"

  

Narrador 

Com lágrimas nos olhos, retornou para a sua quartinha

Onde era seu refúgio!... Naquela mesma noite, a Baratinha

Sonhou que estava bailando, cantando e tocando piano!

Ao acordar, recordou todo aquele transtorno que a deixara

Entristecida... Mas, logo se animou e saiu da sua câmara...

E foi a uma loja mais próxima comprar uma barra de cano.

  

Ao chegar na loja, já pediu abatimento: E disse:

  

Baratinha 

 "Quero fabricar meu instrumento!"

  

Narrador 

O vendedor não sabia o que dizer;

E perguntou novamente:

  

Vendedor 

 "A senhora quer fabricar o quê?... Vá-se embora,

Dona Baratinha, aqui não tens com o que fazer!"

  

Narrador 

Por um momento, ela ficou pensativa;

E exclamou:

  

Baratinha 

 "Tenho memória auditiva,

Não preciso que me digam o que tenho

Ou o que não tenho que fazer para poder

Resolver esse problema  sei escrever!...

Formei-me na Faculdade de Desenho!"

  

Vendedor 

 "Mas a senhora está muito arrogante!...

Chamarei o meu neto que é ajudante,

E vai levá-la à seção das ferramentas

Para ajudá-la no que for preciso.

Meu amado neto, chama-se Narciso!

Não vá fazer as coisas pelas ventas."



pacco *10h38




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  Narciso 

 "Senhora, estás disposta a continuar?...

Não gostaria que ficasse nada no ar!

Onde já se viu tamanha desventura?...

Onde já se viu fabricar um instrumento

Com barra de cano?... Faço abatimento...,

Só não me venha com outra loucura!"

  

Narrador 

A Baratinha, decidida a fazer o piano...

Saiu da loja, contente, com a barra de cano;

Mas, não entendia nada sobre música...

O que será que a Baratinha tinha em mente,

Quando resolveu mostrar à toda essa gente,

O que era capaz de fazer com a metafísica?

  

Na volta para casa, encontrou dona Cigarra,

E lhe comunicou que iria fazer uma gambiarra...!

Curiosa p’ra saber o que a Baratinha ia fazer ,

Convidou-a para ir à sua casa, bem perto dali.

No meio do caminho, resolveram comer caqui;

Lambuzaram-se e degustaram-no com muito prazer.

  

Agora, já bem alimentadas, nesse acampamento,

Revelou o que imaginara:

  

Baratinha 

 "Vou fazer um instrumento!"

  

Cigarra 

 "Como é que é?... Estava distraída, pode repetir?...

Um instrumento? Oh!... Que maravilha... Amiga!

Você sabe que sou professora e gosto de cantiga...

A Música é a beleza da alma e faz-nos refletir."

  

Narrador 

Encantada com a idéia da Baratinha, a Cigarra

Prontifica-se a ensinar notas musicais  que barra!...

Mas, precisavam de espaço para montar uma banda.

Na euforia dessa imaginação, de que tudo daria certo...

Já pensaram em fazer turnês pelo mundo incerto...

E foram para a oficina, que ficava ao lado da varanda.

  

Martelada e martelada o dia todo, noite a fora...

A vizinhança já não aguentava tanta percussão  ora,

Não era p’ra menos... Quem aguentaria, aquele baticum

Fora de tempo, noites a fio, no mesmo som arrítmico?

Depois de muito esforço, concluíram um legítimo

Instrumento  era uma campana cromática  bum, bum, bum...

 

Tóin, tóin, tóin... A afinação estava perfeita aos ouvidos da Cigarra... 

Mas, estava faltando alguma coisa  as aulas de fanfarra.

Como poderia a Baratinha sair tocando na avenida...

Sem ao menos ter noção do que significava tocar?

Mas o seu desejo era maior que tudo e, queria setuplicar

As notas musicais que as deixava inebriada e acolhida.

  

Cigarra 

 "Começaremos pela escala de Dó; essa não tem acidente!

Dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó... É muito fácil e ficarás contente!

Logo aprenderás a solfejar outras escalas musicais.

Tenho um coral já há vários anos, e precisamos de cantora

Para completar o naipe das vozes femininas... Embora,

Nosso coral seja pequeno, cantamos obras imortais!"

  

Baratinha 

 "Dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó... Dó, si, lá, sol, fá, mi, ré, dó...

Aprendi a escala, dona Cigarra; agora vou mudar a escala de Dó!"

  

Cigarra 

 "A partitura é muito importante, e terás, também que tocar lendo;

É tão maravilhoso e mais fácil aprender a tocar por música...,

E não somente, aprender a tocar de ‘ouvido’  assim é a metafísica!"

  

Baratinha 

 "Ah! Quando já estiver tudo decorado  farei um show, tremendo!"

  

Narrador 

Logo nas primeiras aulas, já ganhara destaque no coral...

Sua voz era contralto e destacava-se no madrigal!...

Na primeira apresentação, foi convidada p’ra ser solista.

A Baratinha solfejava feliz:

  

Baratinha 

 "Dó, ré, mi, fá sol, lá, si..... Dó".

 

Narrador 

Muito animada, afinal, era a sua estréia, e era o seu xodó,

Sentir o palco  desde novinha... O seu sonho de ser artista!

  

Dona Baratinha se deu muito bem como artista...

Além de ser cantora... Também tinha pinta de jazzísta.

Fez uma turnê, lá nos States, e foi muito aplaudida!...

Tudo foi como um sonho que se transformou em glória!

Não esqueça, minha amiga  essa é a moral da história!...

Nunca desista de seus sonhos, mesmo não reconhecida!

 

(Tutti)

 

 "Dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó... Dó, si, lá, sol, fá, mi, ré, dó...  

Dó, si, lá, sol, fá, mi, ré, dó.

  

Paulo Costa e Madalena Romagnolo



pacco *10h38




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O Poeta

 

O Poeta é um apaixonado, por natureza...

Envolve-se nos versos com tanta beleza,

Com tanto sentimento, com tanto ardor...

 

Que às vezes até sentimos essa mesma dor...

A dor da serenidade que vem co’o vento,

No tempo, num tempo calmo, suave, alento.

 

Dividir essa emoção, é embevecer o coração.

"A dor que deveras sente" na infinita mutação.

 

Paulo Costa (Pacco)


pacco *11h58




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13 de Agosto

 

Ao andante desconhecido

 

13 de agosto... Inda era estudante;

Tortas e bolos eram consumidos;

Dividia tudo  co’os oprimidos...,

Com a vizinhança e co’um andante...

 

Que não via a hora, aquele instante

Chegar....., para saciar o desejo

De sentir o sabor  com’um cortejo  

Que o levava  a sentir-se brilhante!

 

Ah! Quanta felicidade em seu olhar...,

Por ver tanta fartura  como nunca

Vira antes!... E quando o via molhar

 

Os lábios, ao sentar-se junto à banca...

Engolia as lágrimas por vasculhar 

O que degustava  p’ra encher a "pança".

 

Paulo Costa (Pacco)



pacco *11h50




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Céu e Mar

 

O Céu é u’a cidade cheia de estrelas...

Rodeado de minúsculas belezas,

A clarear o azul do mar.

Navegamos entre as ondas borbulhantes,

Com as nuvens se inclinando flutuantes,

No nosso amor a perfumar.

 

Não quero mais migrar entre as belas plagas...

Quero correr nos campos, voar nas asas

Do teu abraço e lindo olhar.

Voar com’um pássaro sobre o oceano,

Onde os pirilampos esvoaçam lhanos,

Nos véus cerúleos arrulhar.

 

Paulo Costa (Pacco)



pacco *11h47




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Senhora

 

Os cabelos daquela senhora,

São formosos como a açucena...

Tão perfumados como u’a verbena,

Tal quando nasce a linda aurora.

 

Na brisa, quando chorei outrora...

No momento em que vim ao mundo...

‘Stava a sair de um sono profundo

Beijei-lhe a fronte, nessa hora.

 

Oh! Linda senhora, minh’amada mãe!...

Carregou-me em seu colo a cantar...

Chorou de alegria a me acalentar,

E me amou!... Sua bênção, doce mãe.

   

Paulo Costa (Pacco)



pacco *11h45




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Um soneto a Tainara

 

De tanto encanto, aqui neste Recanto...

Vejo a Tainara a cantar, lá no canto.

Brincar e estudar neste lindo campo...

Resplandecente com’um pirilampo.

 

A luz da lua, é igualmente a Tainara...

No arrebol, nasce sempre muito clara,

Para iluminar  todos os nossos lares...

Como as mariposas voam nos ares!

 

Nos jardins, onde brotam lindas flores...

D’onde exala  perfumada esperança...

Tu vais agradecer, quando lembrares

 

Da afeição, do aconchego e da aliança

Que fizeram de tudo  p’ra cresceres

Na escola... Quando inda eras criança.

 

Paulo Costa



pacco *11h41




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Um soneto a Maria Teresa

 

Nos belos momentos de minha poesia...

Reflete o teu sorriso nas águas do rio;

No borbulhar da cachoeira em demasia...

Banham as cordilheiras em meu canto brio.

 

Quando respingam as gotas de orvalho fadário...

Banham os formosos campos, os rios e os mares...

Co’um lindo canto a encantar  teu Aniversário;

Enquanto as aves voam livres pelos ares.

 

Oh! Maria Teresa... Teu nome é de harmonia...

Nas montanhas, do lindo e acolhido Recanto...

Resplandecem os louvados sons na eufonia!...

 

Quem me dera adornar os ousados encantos,

Donde jorram meus sublimes ais  na euforia...

E nas infindáveis Fantasias aos meus cantos.

 

Paulo Costa 



pacco *11h35




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Um soneto a Yurika C. de Souza

 

Ser criança é viver na liberdade...

Num revérbero encantado de ardor;

Onde os grã-pequeninos, quão a flor...

 A contemplar a mor felicidade!

 

Nas trilhas perfumadas do ideal...

Revela um suave e encantado preito;

Na centelha deslumbrante em teu peito,

 Vibra um abraço na esfera musical.

 

Suavemente, vagueia no olhar...

A sonhar nos lampejos da emoção...

Na ternura  na brisa a’gasalhar!

 

Ser criança é viver em comunhão...

Na suave harmonia... E atafulhar...

 A férvida alegria no coração.

 

Paulo Costa



pacco *11h28




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As lindas flores do Recanto

 

Sua afeição brilhou nas cordas do violão,

Quando dedilhou aquela linda canção...

Ritmada com ternura...

Seus olhos brilhavam como raios de sol,

Nos primorosos tempos, na clave de sol,

Uma esplêndida formosura!

 

Inda me lembro daquela melodia

Soando nos corredores da alegria,

P'ra felicitar, Maria!

Ó doce canto rutilante de encanto...

Adornando as lindas flores do Recanto,

Numa bela parceria!

 

Paulo Costa



pacco *11h26




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